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II Encontro de Doentes, 13 de Março, Ordem dos Médicos PDF Imprimir EMail

13 de Março de 2010 | Ordem dos Médicos
(Rua Delfim Maia, nº405, 4200-256 Porto - ao Jardim de Arca d’Água)

INSCRIÇÃO GRATUITA - até dia 9 de Março pelo telefone 914 349 313 ou pelo email Este endereço de email está protegido de spam bots, você precisa de ter o Javascript activado para poder vê-lo

Programa
9h00      Registo

09h50    Viver com cancro - a confirmar (psicóloga)       
10h10    Adaptabilidade à nova condição - Dra. Sílvia Mendes (assistente social) 
10h30    Os direitos laborais de um trabalhador com doença oncológica - Dra. Sandra Costa Dias (advogada) 
10h50    Painel de discussão

11h20    Coffee Break

11h50    A alimentação adequada - Dra. Teresa Themudo (nutricionista) 
12h10    Como lidar com a neutropenia -Dra. Isabel Oliveira  
12h30    Painel de discussão

13h00    Almoço

14h00    Doenças oncológicas do sangue: leucemias, linfomas e mieloma - Dra. Catarina Geraldes 
14h20    Tratamentos: leucemia, linfoma e mieloma - Dra. Inês Carvalhais  
14h40    Transplante de medula óssea - Prof. Doutor João Lacerda 
15h00    Painel de discussão

15h30    Tea Break

16h00    Relação/comunicação clínico/doente - Dra. Edna Gonçalves
16h20    Aprovação de medicamentos - Dr. António Araújo 
16h40    Plano português contra o cancro - (a confirmar)
17h00    Painel de discussão
17h30    Encerramento

 
Primeira utilização com sucesso de unidades expandidas de sangue do cordão umbilical no tratamento PDF Imprimir EMail

ScienceDaily (Jan. 18, 2010) — Cientistas do Fred Hutchinson Cancer Research Center conseguiram ultrapassar um enorme obstáculo tecnológico a fim de tornar os transplantes de sangue do cordão umbilical um método frequentemente mais  usado para tratar Leucemia e outros tipos de  doenças do sangue.

Num estudo publicado na edição de 17 de Janeiro de Nature Medicine, Colleen Delaney, M.D. e colegas, descreveram a primeira utilização de um método que expande consideravelmente o número de células estaminais/progenitoras , existentes numa unidade de sangue do cordão, em laboratório e que foram infundidas nos doentes, daí resultando um  rápido arranque do enxerto com sucesso.

O número relativamente pequeno de células estaminais existentes nas unidades de sangue do cordão (cerca de um décimo da quantidade de células que um doente recebe num transplante convencional) é a razão pela qual os transplantes de sangue do cordão umbilical demoram muito mais tempo a arrancar  do que os transplantes convencionais de células estaminais dos dadores. Quanto mais tempo demorar o arranque do enxerto maior é o risco de os doentes cujo sistema imunitário está comprometido poderem contrair infecções mortais, porque praticamente não têm glóbulos brancos para as combater.

Apesar da desvantagem numérica, o sangue do cordão é uma fonte promissora de células estaminais para substituir o sangue e o sistema imunitário doentes, no transplante de células estaminais porque as células doadas não necessitam ser absolutamente compatíveis com as do doente. A ausência de uma compatibilidade adequada é a razão pela qual 30 por cento dos doentes em geral, que necessitam de um transplante de células estaminais para tratar formas de cancro como a Leucemia, não conseguem encontrar dadores adequados. Entre as minorias raciais, o número de doentes que não consegue encontrar dadores compatíveis é de aproximadamente 95%.

O uso de células expandidas de sangue do cordão pode diminuir o risco de morte prematura, que é mais elevado em doentes que recebem transplantes de células não expandidas de sangue do cordão.

No entanto, são ainda necessários  mais ensaios clínicos e melhoramentos tecnológicos para apurar a eficácia dos transplantes de sangue do cordão umbilical que utilizam células expandidas, dizem os autores.

“O grande aspecto inovador desta investigação é conseguir mostrar que se pode manipular células estaminais/progenitororas, em laboratório, com o objectivo de aumentar o seu número. Quando injectadas numa pessoa, estas células podem originar  rapidamente glóbulos brancos e outros componentes do sangue” disse Delaney, um membro assistente na Hutchinson Center's Clinical Research Division e professor assistente no Departamento de Pediatria da Washington School of Medicine. 

A expansão das células estaminais foi possível graças à activação dos signais  Notch nas células estaminais. Esta abordagem foi desenvolvida por Irwin Bernstein, M.D., membro da Hutchinson Center’s Clinical Research Division e foi inicialmente publicado na Nature Medicine em 2000. Uma década de trabalho logrou resultar na aplicação, com sucesso, de resultados laboratoriais em doentes que  participaram nos ensaios clínicos.

A pesquisa de Delaney e seus colegas foi a continuação do trabalho primordial de Bernstein, concebendo uma proteína que pode ser usada em laboratório para activar a via de sinais Notch nas células estaminais e manipular as células no tecido em cultura, para as expandir em quantidade.

Este método laboratorial de sucesso para expandir o número de células estaminais/ progenitoras de uma única unidade de sangue do cordão, resultou em média no aumento de 164 vezes mais o número de células CD34+, um tipo de células estaminais hematopoiéticas. Trata-se de células multipotentes que dão origem a todo o tipo de células sanguíneas. Delaney disse que uma unidade típica de sangue do cordão contém menos de 200.000 células por kilograma de peso corporal do doente receptor. Em contrapartida, as unidades expandidas contêm uma média de 6 milhões de células CD34+ por kilograma de peso corporal, idêntico a outras fontes de  células para transplantes convencionais.

Tradução: Paula Braga da Silva
Revisão: Isabel Leal Barbosa

 
Descoberta revolucionária acerca das Células Estaminais: A resposta está nas células da medula óssea PDF Imprimir EMail

ScienceDaily (Jan. 29, 2010) —  usando células de ratos, cientistas do Iowa e do Irão descobriram uma nova estratégia para tornar os transplantes de células estaminais embrionárias menos susceptíveis de rejeição pelo sistema imunitário do receptor. Esta estratégia, descrita num novo relatório de investigação publicado na edição impressa do Jornal FASEB, relata a fusão de células da medula óssea com células estaminais embrionárias. Uma vez fundidas, as células híbridas contêm ADN quer do dador quer do receptor, aumentando a esperança de que a rejeição imunitária de terapias com células estaminais embrionárias, possa ser evitada sem recurso a medicação.

O nosso estudo revela que as células da medula óssea transplantadas se fundem não apenas com as células da medula óssea do receptor mas também com células não hematopoiéticas, sugerindo que se conseguirmos compreender melhor o processo de fusão celular, poderemos ter como objectivo a recuperação de algumas lesões de órgãos com as próprias células da medula óssea do doente e, desse modo, reparar os tecidos!”, disse Nicholas Zavazava, M.D. Ph.D, um investigador da Universidade de Iowa envolvido na pesquisa.

Apesar de o estudo trazer grandes esperanças para futuros tratamentos com células estaminais embrionárias, o resultado poderá ser ainda mais abrangente. Zavazava e seus colegas, usaram duas famílias diferentes de ratos, uma como sendo o dador e a outra como sendo o receptor. Quando as células da medula óssea foram enxertadas no receptor, eles fizeram testes para detectar a presença de células do receptor e do dador e encontraram três tipos de células diferentes: as do dador, as do receptor e as células de fusão que continham o ADN de dador e  receptor.

Descobriram então que estas células podem experimentar fusão com diferentes tipos de células além das células estaminais embrionárias, incluindo as do fígado, rins, coração e estômago. Apesar de ainda ser necessário muito mais trabalho de investigação para determinar os resultados clínicos exactos, a descoberta levanta a possibilidade de as células da medula óssea poderem ser fundidas para transplantar órgãos, a fim de reduzir a probabilidade de rejeição. Poderão ainda ser usadas em órgãos com falência funcional para ajudar na sua regeneração.

“Ao contrário das máquinas, nas quais a mesma peça pode ser usada em diferentes marcas e modelos, cada um de nós é um ‘modelo único’ e o nosso sistema imunitário faz o controlo de qualidade”, disse Gerald Weissmann, M.D., Chefe Editor do Jornal FASEB. Como resultado, ‘peças’ de substituição humanas ou órgãos, necessitam ser quase totalmente compatíveis com o tecido do receptor. Esta investigação utiliza as células da medula óssea para as fundir com os tecidos de um doente de modo a evitar a rejeição do transplante  pelo nosso sistema imunitário, tornando a sobrevivência universal dos enxertos uma realidade possível.

Tradução: Paula Brada da Silva
Revisão: Isabel Leal Barbosa

 
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