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Leucemia: «Doença neopásica aguda ou crónica caracterizada pela proliferação anormal e geralmente intensa dos leucócitos e das suas células de origem na medula óssea, por vezes associada à proliferação dos eritroblastos. É acompanhado habitualmente por alterações quantitativas e qualitativas dos leucócitos no sangue periférico. Conforme o tipo de leucócitos, distinguem-se diversas formas com manifestações clínicas diferentes...» (Dicionário Médico–L.Manuila, A.Manuila, P.Lewalle e M.Nicolin ) As leucemias são cancros das células sanguíneas que habitualmente afectam os glóbulos brancos. A causa da maioria dos tipos de leucemia ainda é desconhecida. São doenças oncológicas do sangue, em que uma população de células malignas (os blastos) se infiltram e “asfixiam“ a medula óssea, impedindo a produção normal de células do sangue. Uma das células da medula que dá origem ao sangue (células normais), sofre uma alteração e começa a multiplicar-se de forma descontrolada... Como consequência dá-se a acumulação de células anormais que constituem a leucemia. Estas células leucémicas por sua vez têm uma multiplicação muito superior e rapidamente conquistam o espaço utilizado pelas células normais, levando à diminuição do seu número. Esta proliferação anárquica das células anormais faz com que se extendam inicialmente na medula óssea e posteriormente ao sangue e, por vezes, a outros orgãos (gânglios, baço, fígado, amígdalas, timo, entre outros). Presentemente a Leucemia é uma doença com alto potencial de cura, com tratamentos intensivos de quimioterapia, por vezes associada à radioterapia ou através de transplante de medula óssea. A gravidade da doença varia de doente para doente, dependendo quer das características particulares de cada Leucemia quer das características próprias do doente. Estes tratamentos especializados e de risco, o entendimento do tipo de Leucemia, a determinação e extensão da doença, as abordagens e perspectivas do tratamento, devem ser discutidos plenamente com o seu médico. A Leucemia não é uma doença contagiosa nem hereditária.O isolamento a que os doentes são submetidos durante o tratamento é para os proteger de infecções, uma vez que o seu organismo está com as defesas fracas e um simples micróbio ou uma bactéria pode por em perigo a sua vida. Neste período todos os cuidados de higiene e disciplina são poucos para evitar o risco de infecções graves. Há diferentes tipos de Leucemias. Estas doenças malignas do sangue podem ser classificadas como agudas ou crónicas, podendo cada uma destas ser ainda subdividida em mielóide (mieloblastos, se tiverem a sua origem num mieloma) e linfóide (linfoblastos, se tiverem a sua origem num linfoma). São denominadas em função da velocidade de progressão e do tipo de glóbulo branco que afectam. As Leucemias Agudas progridem rapidamente enquanto as Leucemias Crónicas se desenvolvem geralmente de forma mais lenta. As Leucemias Linfáticas afectam os linfócitos enquanto que as Leucemias Mielóides afectam os mielócitos. Os mielócitos transformam-se em granulócitos, outra maneira de designar os neutrófilos. - Leucemia Linfocítica Aguda (linfoblástica - evolução rápida) - Leucemia Mielóide Aguda (mielocítica, mielogénea, mieloblástica, mielomonocítica, evolução rápida) - Leucemia Linfocítica Crónica (incluindo sindroma de Sézary, tricoleucemia, - evolução lenta) - Leucemia Mielóide Crónica (mielocítica, mielogénea, granulocítica - evolução lenta) Leucemia Linfocítica Aguda Este tipo de Leucemia é muito frequente em crianças (abrange cerca de 25-30% de todos os cancros em crianças), com idades inferiores a 15 anos, embora se apresente também nos adolescente e, com menos frequência nos adultos. É uma doença do sangue que faz com que as células que normalmente se transformam em linfócitos, se tornem cancerosas e rapidamente destruam e substituam as células que produzem células sanguíneas normais que se encontram em regra geral na medula óssea.Libertam-se no fluxo sanguíneo e são transportados para o fígado, baço, gânglios linfáticos, cérebro, rins, orgãos reprodutores, entre outros, onde se continuam a reproduzir, multiplicar e dividir... Podem irritar a membrana que recobre o cérebro, chegando mesmo a provocar meningite ou anemias, insuficiência hepática ou renal e lesões de vários outros orgãos. Provoca sintomas de fraqueza, falta de ar, infecções, febres, hemorragias, fadiga, palidez, gengivas que sangram com facilidade, manchas na pele, tendência para hematomas... As células leucémicas que se encontram no cérebro podem provocar dores de cabeça, vómitos, irratibilidade... A medula óssea pode causar dor óssea e articular... Leucemia Melóide Aguda
Afecta geralmente pessoas de todas as idades mas com maior incidência em adultos.É uma doença do sangue na qual os mielócitos (células que normalmente se transformam em granulócitos), se tornam cancerosos e rapidamente substituem as células normais da medula óssea. As células leucemicas acumulam-se na medula, destruindo e substituindo as que produzem as células normais do sangue. São libertadas na circulação sanguínea e transportadas para outros órgãos onde continuam a crescer e a dividir-se... Podem originar tumores pequenos na pele ou sob a mesma, provocar meningite, anemia, insuficiência renal e hepática ou lesar qualquer outro órgão. São vulgares também sintomas como fraqueza, falta de ar, infecções, febres, hemorragias, dores de cabeça, vómitos, irratibilidade, dores nos ossos e nas articulações... Leucemia Linfocítica crónica
Mais de três quartos dos doentes com este tipo de Leucemia são maiores de 60 anos. Afecta de maneira geral duas ou três vezes mais os homens do que as mulheres, tendo o factor genético alguma influência na sua manifestação.Caracteriza-se por uma grande quantidade de linfócitos cancerosos maduros (um tipo de glóbulos brancos) e por um aumento dos gânglios linfáticos.Estes linfócitos aumentam em primeiro lugar nos gânglios linfáticos, que depois se estendem até ao fígado e ao baço (entre outros orgãos), provocando um aumento do tamanho. Quando estes linfócitos invadem a medula óssea, expulsão as células normais e produzem anemia, diminuição dos glóbulos brancos normais e diminuição das plaquetas no sangue... O sistema imunitário que defende o corpo diminui (reduz a quantidade e actividade dos anticorpos e proteínas que ajudam no combate das infecções), reagindo de forma inadequada contra os tecidos normais e destruindo-os, podendo causar também a destruição dos glóbulos vermelhos e das plaquetas, inflamação dos vasos sanguíneos, das articulações, da glândula tiróide, entre outros casos... A Leucemia Linfática Crónica pode ser classificada segundo o tipo de linfócito envolvido:- Leucemia de Linfócito B – (é o tipo mais frequente e constitui quase três quartos de todos os casos de Leucemia Linfática Crónica);- Leucemia de Linfócito T – (é a menos frequente) Outros tipos incluem o síndroma de Sézary (leucemização da micose fungóide); tricoleucemia (tipo raro que produz um grande número de glóbulos brancos anormais, com uns prolongamentos característicos visíveis ao microscópio).Nos estádios iniciais da afecção os doentes apresentam gânglios linfáticos aumentados. Outros sintomas podem incluir fadiga, perda de apetite, perda de peso, falta de ar, sensação de ter o abdómen cheio provocado pela hipertrofia do baço, entre outros...
Leucemia Mielóide Crónica Afecta pessoas de qualquer idade e sexo, mas é mais rara em crianças com idades inferiores a 10 anos.É uma doença do sangue na qual uma célula que se encontra na medula óssea se transforma em cancerosa e produz um número elevado de granulócitos anormais (outro tipo de glóbulos brancos). Estes por sua vez, tendem a eliminar as células normais da medula podendo formar grandes quantidades de tecido fibroso que substitui a medula óssea normal. Durante este desenvolvimento da doença, os granulócitos imaturos entram bruscamente na circulação sanguínea e na medula óssea de maneira espectacular e de forma bastante acelerada provocando ainda mais mudanças e, direccionando a doença para uma crise blástica, em que as células-mãe cancerosas começam a produzir apenas granulócitos imaturos, sinal de que a doença se agudizou. A partir desse momento os tumores compostos por granulócitos (cloromas) de reprodução rápida, podem aparecer na pele, nos ossos, no cérebro, nos gânglios linfáticos...Grande parte destes granulócitos leucémicos têm a sua origem na medula óssea, mas alguns são produzidos no baço ou no fígado. Estas células podem ír desde muito imaturas a maduras, enquanto que na Leucemia Miéloide Aguda só se observam formas de células imaturas.Numa fase inicial, a Leucemia Miéloide crónica é por vezes assintomática, contudo, algumas pessoas apresentam sintomas como fadiga, falta de apetite, perda de peso, febres, suores nocturnos, sensação de estar cheio, palidez, hematomas, hemorragias, aumento de volume dos gânglios linfáticos, formação de nódulos cutâneos, desenvolvimento de anemia, trombocitopenia (redução substâncial do nível de plaquetas), entre outros...
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