Sexualidade

A sexualidade tem uma grande importância na vida e faz parte da identidade de todos os indivíduos. Sentir-se bem com a sua sexualidade é essencial para garantir uma boa qualidade de vida e bem-estar físico e psicológico.

Doenças como o cancro ameaçam a perspetiva do futuro e por vezes comprometem a função sexual. A maneira como a pessoa se vê a si própria modifica-se assim como a relação com o/a parceiro/a. Em consequência da doença e dos tratamentos, a maioria dos doentes apresenta disfunções sexuais. Habitualmente, os estados de sofrimento psicológico (ansiedade, humor depressivo) ou efeitos dos medicamentos e mudanças físicas, como a perda de cabelo, são inibidores do desejo sexual e da libido.

Assim, a questão da sexualidade deverá ser abordada numa fase inicial da doença, pois para muita gente a sexualidade é uma preocupação relevante. Quer o diagnóstico, quer o tratamento podem causar dificuldades a nível íntimo e sexual, assim como aumentar o risco de infertilidade. Os sintomas mais frequentes são a disfunção erétil, diminuição ou ausência de fluxo menstrual, dor durante o ato sexual, perda de desejo sexual e infertilidade temporária ou permanente.

Para melhor superar estes problemas é importante o diálogo e comunicação entre o casal e ter sempre em mente que o toque entre ambos é sempre possível, independentemente do tratamento. Conversar sobre as mudanças, os sentimentos do dia a dia, os relacionamentos, a autoestima ajuda muito a melhorar e a aceitar o que se enfrenta, permitindo uma recuperação mais fácil.

Pode ainda falar com o seu médico acerca destes problemas ou procurar um psicólogo para entender melhor todo este processo.

“Diz-se que, perante uma frente de batalha devemos encontrar o ponto mais fraco e atacá-lo com todas as nossas forças… Foi isso que fizemos.” Catarina, 36 anos, Linfoma de Hodgkin aos 34 anos

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