O que é a Leucemia

É uma doença maligna do sangue, na qual existe uma rápida produção de glóbulos brancos anormais (células leucémicas) que prejudicam a capacidade da medula óssea produzir células sanguíneas normais – glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas – dando origem ao aparecimento de anemia, infecções e hemorragias.

Classificação das Leucemias

Os tipos de leucemia são agrupados pela rapidez de crescimento das células leucémicas e pelo seu grau de maturidade:

Leucemias agudas

  • Grande multiplicação de células imaturas
  • Manifestações clínicas agressivas

Leucemias crónicas

  • Multiplicação lenta de células maduras, contudo mal funcionantes
  • Manifestações clínicas de aparecimento lento

Os tipos de leucemia são também agrupados pelo tipo de glóbulos brancos que é afetado. Assim, de acordo com a “família” das células malignas, as leucemias são subdivididas em:

  • Linfóide: afeta os vários tipos de linfócitos
  • Mielóide: afeta as células mielóides da família dos leucócitos
grafico_tipos_de_leucemias

Sintomas

  • Anemia
  • Fadiga intensa
  • Sangrar e fazer nódoas negras facilmente: gengivas que sangram, manchas arroxeadas na pele ou pequenas pintas vermelhas na pele (petéquias)
  • Infeções repetidas
  • Febre inexplicada e persistente
  • Perda de peso inesperada com falta de apetite

Fatores de risco

  • Exposição a níveis elevados de radiação (acidente nuclear…)
  • Exposição a níveis elevados de substâncias tóxicas (ex. benzeno, vernizes, insecticidas…)
  • Tratamentos prévios de quimioterapia ou radioterapia
  • Certas doenças congénitas (por exemplo, Síndrome de Down ou a Anemia de Fanconi)

Epidemiologia

Grupos etários

  • Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA): crianças 2-5 anos
  • Leucemia Linfocítica Crónica (LLC): Adultos > 50 anos
  • Leucemia Mielóide Aguda (LMA): adultos (rara antes dos 40 anos)
  • Leucemia Mielóide Crónica (LMC): adultos

Por ano, em Portugal, existem cerca de 1200 novos casos de Leucemia.

Epidemiologia

Não existe um prognóstico uniforme para todos os doentes. Este irá depender de muitos fatores como idade, número de glóbulos brancos malignos no sangue no diagnóstico, subtipo de doença, envolvimento do Sistema Nervoso Central, alterações genéticas, resposta à quimioterapia ou existência de recaída da doença.

A investigação nesta área é intensa, prevendo-se um aumento da sobrevida neste tipo de doenças.

“No futuro espero manter esta força que me faz ir em frente, ser positiva e acreditar que “TUDO VAI CORRER BEM.” Rosa, 63 anos, Leucemia

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