“Tratar o linfoma com a colaboração do doente e com a ajuda da família”

O linfoma é uma doença maligna do sangue, caraterizado pela multiplicação descontrolada das células do sistema imunitário denominadas linfócitos (um tipo de glóbulos brancos) devido ao aparecimento de erros genéticos. O crescimento das células anormais dá-se geralmente nos gânglios linfáticos ou medula óssea e tende a propagar-se para outros órgãos.

Há vários tipos de Linfomas que podem ser classificados em mais de 60 subtipos, dependendo da sua origem, suas características e localização. Dividem-se tradicionalmente em dois grandes grupos:

  • Linfoma Não-Hodgkin (LNH)
  • Linfoma Hodgkin (LH)

Linfoma Hodgkin (LH)

Caraterizado pela presença de células específicas denominadas células de Reed-Sternberg.

O pico de incidência atinge dois grupos distintos: os jovens adultos (3ª década de vida) e adultos por volta dos 60 anos, apresentando-se mais frequentemente no sexo masculino.

As suas causas são mal conhecidas, mas existem estudos que demonstram uma associação à infeção pelo vírus Epstein-Barr, presente em mais de 50% dos casos de doença de Hodgkin.

Linfoma Não Hodgkin (LNH)

Resulta de uma multiplicação progressiva de células linfóides do tipo B, T ou NK.

Parece estar associado a alterações nas células que podem ocorrer sem motivo aparente ou serem provocadas por infeções crónicas, fatores ambientais, estados de imunodeficiência e doenças inflamatórias crónicas.

Afeta sobretudo os indivíduos com idade mais avançada, representando cerca de 20% de todas as doenças hemato-oncológicas na Europa.

Fatores de Risco

  • Idade
  • Sexo masculino
  • Infeção Viral
  • Sistema imunológico debilitado
  • Exposição a químicos ou radiação
principais_sintomas_linfoma

Epidemiologia

Cerca de 85% de todos os linfomas são LNH. A idade média ao diagnóstico ronda os 60-70 anos.
O LNH é a neoplasia hematológica mais prevalente, representando 4% de todas as neoplasias e sendo 5 vezes mais comum que o LH.
Por ano, em Portugal, surgem cerca de 1700 novos casos de Linfoma Não Hodgkin.

A incidência é ligeiramente maior em homens do que em mulheres.

Evolução

O prognóstico da doença depende de alguns fatores como por exemplo a histologia do tumor (determinada após exame histológico do tecido da biópsia), estadiamento (localização da doença no organismo), idade, sexo ou massa tumoral.

A incidência (número de novos casos por ano) do LH tem estado estável, enquanto que a taxa de sobrevivência tem vindo a crescer extraordinariamente.

Apesar de o LNH ser o cancro que mais tem aumentado em todo o mundo, a mortalidade tem estado estável ou até diminuído devido às novas estratégias terapêuticas como é o caso da imunoterapia.

“Desde o início que enfrentei o mundo, muitas das vezes com receio dele, mas enfrentei-o e continuei a fazer a minha vida normalmente, dentro das possibilidades.” Ismael, 27 anos, LH aos 24 anos

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